segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fotos do rodeio de balsamo








Fotos do rodeio de Balsamo.
O show não foi lá aquelas coisas até porque não gosto de Eduardo Costa, se bem que nem ficamos na arena para ver. La fora estava tendo um outro show e depois entrou o dj.
Ficamos até as 4 hras sem contar que tive que trabalhar na sexta e não dei conta de acordar cedo, só fui trabalhar dps do almoço. Mais eu achei que tava bom, era de graça mesmo (:

Boa semana pra todos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Barreiras Acústicas de Acrílico

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a exposição continuada a níveis de ruídos acima de 55 decibéis provoca irritação e prejuízos à comunicação e à saúde. O pico de tráfego nas rodovias brasileiras chega a 40 mil veículos por hora e atinge nível de ruído de 85 decibéis, ou seja, muito superior ao recomendado.

A construção de estruturas como barreiras acústicas podem reduzir o ruído em até 35 decibéis, permitindo alcançar o nível suportável de ruído no interior de um condomínio construído nas margens de rodovias. No Brasil, uma barreira acústica de 200 metros, em concreto, construída na chegada da rodovia dos Bandeirantes à cidade de São Paulo é a única instalação nos cerca de 160 mil quilômetros de rodovias pavimentadas do país, onde não existe uma lei de controle de ruído.

Em vários países do mundo, inclusive da América do Sul, a preocupação não é somente com a qualidade de vida dos moradores, mas também com a preservação do meio ambiente, por isso é tradicional o uso de barreiras compostas por chapas acrílicas. “Na Rodovia dos Bandeirantes, o concreto bloqueou os ruídos, mas prejudicou a visão dos moradores dos condomínios próximos”, diz Eduardo Minoru Nagao, coordenador da divisão de infra-estrutura da Engevix Engenharia, empresa que vem estudando o uso de barreiras acústicas no país. Segundo Marco Juliani, diretor da Ieme Brasil, empresa de engenharia consultiva que desenvolve estudos de níveis de ruídos e vibrações, na espessura certa o acrílico tem boa absorção de ruído e a principal vantagem é que não impede a visão, preservando os aspectos ambientais.





Na cidade do Rio de Janeiro, um dos maiores exemplos dessa necessidade é a Linha Vermelha. Além da proximidade dos prédios, há o problema da privacidade e implicações com a desvalorização do imóvel, “O ponto fraco são os custos do investimento” afirma o engenheiro Nagao. “As barreiras acústicas são projetos caros e a preferência fica com o material mais barato, no caso o concreto”. Em 2004, a fabricante Unigel Plásticos, associada ao Indac, forneceu cerca de 300 toneladas de chapas acrílicas extrusadas para a construção de barreiras acústicas na Autopista Central e Autopista Aeroporto, ambas no Chile. Nesta obra foram usadas chapas de 4X2 metros e espessura de 15mm, levemente curvadas a frio, na cor azul.

Mais de mil toneladas já foram exportadas pela empresa também para a construção de barreiras em ferrovias na Itália. Nas barreiras acústicas, o acrílico é o componente principal com a base geralmente de concreto ou metal. Para manter a sintonia com o ambiente, geralmente são usadas chapas transparentes azul, verde ou fumê.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ALVENARIA ESTRUTURAL NÃO ARMADA

No sistema convencional de construção, as paredes apenas fecham os vãos entre pilares e vigas, elementos encarregados de receber o peso da obra. Por outro lado, na alvenaria estrutural esses elementos são desnecessários, pois as paredes - chamadas portantes - distribuem a carga uniformemente ao longo dos alicerces.
Para erguê-las, é preciso usar blocos especiais, mais resistentes que as peças de vedação. Eles podem ser de concreto, cerâmicos, sílico-calcários ou de concreto celular, sendo também possível recorrer aos tijolos maciços, assentados com juntas desencontradas e amarrados com ferragens. A utilização desse sistema permite diminuição significativa no custo da obra, porém é preciso que os projetos, mais detalhados, já sejam elaborados considerando a modulação dos blocos e as características da solução, pois as etapas de construção são diferentes.
A alvenaria estrutural também possibilita economia no tempo de execução e na mão de obra. Como são furados, os blocos permitem a passagem de ferragens (quando necessárias) e de instalações elétricas e hidráulicas, evitando quebras posteriores nas paredes. Dessa forma, quando totalmente erguida, a superfície está pronta para receber revestimento de gesso e, depois, pintura, dispensando reboco e massas grossa e fina.
Contudo, a alvenaria estrutural pode apresentar limitações para a realização futura de reformas e mesmo ampliações na construção; para estas últimas, uma boa alternativa é já considerar eventuais modificações durante a elaboração do projeto.
A seqüência esquemática deste processo dá-se da seguinte forma:
• executa-se o baldrame, nivelando sua superfície e impermeabilizando-o normalmente;
• procede-se o assentamento dos blocos-chave, situados nos cantos internos e em cada encontro das paredes internas; eles devem ser assentados conforme a planta de modulação, marcando exatamente a posição das paredes. É importante o nivelamento entre eles;
• entre os blocos-chave são assentados os blocos da primeira fiada, na quantidade exata da planta de modulação, com 1cm de junta vertical;





• nos cantos da edificação colocam-se gabaritos de altura, com marcação das fiadas a cada 12,5cm;
• levantam-se, em cada encontro, quatro fiadas (com 0,50m de altura) em forma de escantilhão, sendo mantido o nível e o prumo das fiadas. Nos cantos externos os blocos são amarrados entre si pelo sistema de assentamento; nos encontros da paredes internas com a alvenaria da fachada a amarração é feita com ferros (¼") em forma de dois "L" (0,50 x 0,50m) a cada 3 fiadas (obedecendo-se detalhes do calculista);
• no assentamento das demais fiadas, a linha de nível na aresta dos blocos dos escantilhões manterá toda a alvenaria no nível e prumo requeridos;






• levanta-se a alvenaria até a fiada correspondente à base da laje do piso superior;
• executa-se a montagem das fôrmas para a laje (que pode ser de qualquer tipo);
• com auxílio de uma régua ou nível, marca-se, no bloco da fachada, a posição exata da parede interna. Estando ela assentada no prumo, a posição marcada estará aprumada com a aresta do bloco-chave da primeira fiada;
• contra-verga: faz-se o enchimento dos blocos em canaleta com armação de ferro corrido (especificado pelo calculista), com avanço de 1 e ½ bloco de cada lado do vão;
• verga: se necessário, faz-se o enchimento dos blocos em canaleta com armação de ferro corrido (especificado pelo calculista), com avanço igual ao da contra-verga. Utilizam-se canaletas duplas ou triplas para vãos acima de 1,50m;




• procede-se à concretagem da laje de piso;
• os blocos-chave dos cantos externos são assentados conforme as faces da alvenaria e a planta de modulação;
• com o auxílio de um nível de bolha, transfere-se daí o assentamento dos blocos-chave, que devem estar nivelados entre si;
• assentados os blocos-chave num andar, retoma-se as instruções acima descritas para os demais






Observação: recomenda-se os seguintes traços da argamassa (cimento / cal hidratada / areia, em volume):
• para alvenaria de vedação: 1 : 2 : 8
• para alvenaria estrutural: 1 : 1 : 6.


Fontes: Revista Arquitetura & Construção
Catálogo Técnico da Prensil S/A.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Home Office une conforto e tecnologia


É perfeitamente possível, e muito saudável, encontrar o equilíbrio entre a intimidade da vida pessoal e com as responsabilidades profissionais. Para que isso ocorra, basta criar um espaço de trabalho adequado, um home office que harmoniza praticidade e conforto.

Esse tipo de ambiente deixou de ser um luxo. Hoje é fundamental na casa. O arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris defende que o home office deve obedecer a algumas regras básicas, independentes do tamanho do projeto. "É importante que seja funcional, arejado, claro e aconchegante. Nunca podemos nos esquecer do tripé estética, funcionalidade e bem-estar", acrescenta.

Após determinar o espaço reservado ao home office, chega o momento de definir com o profissional o melhor ambiente na planta. Se o imóvel estiver pronto, é preciso eleger um local independente, que não interfira no funcionamento da casa e na sua privacidade, permitindo receber clientes em seu escritório. Nesse caso, pode ser um dormitório já existente, uma sala, o quarto da empregada ou um closet. Ou, em projetos com concepção mais moderna, o mezanino.

A escolha dos móveis com desenho personalizado fica condicionada à atividade profissional. Alguns itens são indispensáveis, como um computador, cadeira, gaveteiro e armário. A bancada ampla deve estar voltada para uma bela vista ou para um vaso com planta, que dá mais vida ao ambiente. O uso de sofás e estantes depende do espaço. Também é permitido incluir um canto agradável de leitura, acompanhado por uma bela luminária.

Os detalhes arquitetônicos de linhas curvas, marca registrada de Kílaris, conferem ao projeto um ar contemporâneo. É possível adotar linhas curvas nos móveis, nos acabamentos em gesso e janelas.

Segundo Kílaris, cuidar da iluminação é fundamental para um ambiente de trabalho. Por isso, ele é criterioso na escolha das lâmpadas e luminárias: “A iluminação incandescente é a menos indicada, a meu ver, porque esquenta o ambiente e cansa a visão. A melhor opção é a luz fria, com lâmpadas fluorescentes, de cor branca, e uma luminária de mesa, com lâmpada PL de leve tom amarelado”, define.

Nas janelas, o arquiteto aconselha o uso de persianas, mais práticas, fáceis de limpar e com um bom resultado estético. Para quem deseja ambiente de trabalho harmonioso e equilibrado, ele recomenda atenção especial à ventilação natural ou ao ar condicionado.

A escolha das cores também requer cuidados especiais. Os tons não devem ser muito escuros, porque diminuem o ambiente, deixando-o com um aspecto pesado. “Mas, claro, não é proibido fazer uso de algum elemento de tom mais forte na decoração, embora os tons mais claros sejam os mais indicados, pois descansam os olhos”, conclui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O pior gargalo é o governo

O PAC 2 é parte de um projeto de poder, não de um plano de governo. O cenário mais adequado para sua apresentação só poderia ser, nesta altura, um comício a favor da candidata Dilma Rousseff, escalada para fazer a ponte até o terceiro mandato oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sendo basicamente um instrumento de campanha, o "programa" é subordinado à lógica do realismo político, não do realismo econômico ou administrativo. Seus autores projetam investimentos de R$ 220 bilhões financiados pelo Tesouro nos quatro anos do próximo governo. Isso equivale a cinco vezes o valor aplicado com recursos do Orçamento até 19 de março deste ano, desde o lançamento do PAC, em 2007. O levantamento foi divulgado ontem pela ONG Contas Abertas, especializada no acompanhamento das finanças públicas.

Para alcançar esse desempenho, a administração petista, presumivelmente comandada pela mãe do PAC, teria de exibir uma competência nunca demonstrada até hoje. Isso seria bem mais do que a revolução ainda pregada por uma parcela da esquerda brasileira. Seria uma transubstanciação nunca imaginada por um religioso ou por um alquimista.

A candidata do presidente Lula acusou o governo anterior de haver instalado um Estado omisso, pior que um Estado mínimo, e de haver rejeitado o planejamento estratégico. Segundo a ministra Dilma e vários de seus companheiros, incluído o presidente Lula, o planejamento foi reabilitado na gestão petista. Pessoas puras poderão até acreditar nisso. As demais tentarão encontrar alguma prova dessa afirmação. Perderão tempo e esforço.

Não houve, nos últimos sete anos, o menor sinal de elaboração de algum plano de desenvolvimento. Também não houve a mínima demonstração de competência gerencial, como se pode verificar, facilmente, pelos dados de investimento, pelo emperramento dos projetos de infraestrutura e pela escassez de inovações institucionais. Não custa lembrar: dos R$ 256,9 bilhões investidos no PAC, até dezembro, R$ 137,5 bilhões corresponderam a financiamentos habitacionais para pessoas físicas.

Os investimentos das estatais dependeram até agora quase exclusivamente da Petrobrás e o quadro apresentado no PAC 2 não é muito diferente. Estão previstas aplicações de R$ 879,2 bilhões no setor de petróleo e gás. Isso equivale a 55,3% do total projetado de R$ 1,59 trilhão. Para o período de 2011 a 2014, o valor estimado para petróleo e gás, R$ 285,8 bilhões, corresponde a 29,8% de todo o investimento listado pelo governo. Mas a proporção efetiva será, quase certamente, bem maior, se a diferença entre a eficiência da Petrobrás e a do resto da administração federal continuar tão ampla quanto tem sido até agora. Se dependesse da qualidade gerencial do PAC, a Petrobrás estaria emperrada e os avanços na área do pré-sal teriam sido muito menores do que foram até agora.

A descoberta do pré-sal e os passos iniciais para sua exploração resultaram de programas de investimento iniciados há muitos anos pela empresa, muito antes de o governo petista decidir usar a estatal como instrumento de seu projeto de poder. Outras estatais, como as do setor elétrico, também foram instrumentalizadas, mas com resultados de outro tipo. Serviram principalmente para o loteamento político da administração federal. Foram disputadas abertamente pelos aliados do presidente Lula, e ele sempre reagiu como se grandes estatais tivessem um único valor estratégico: servir aos objetivos do jogo político.

Planejamento econômico é outro assunto. Envolve a definição de objetivos, a identificação de gargalos, a seleção de prioridades e, naturalmente, a identificação das fontes de recursos. Qualquer semelhança entre os PACs e esse padrão de planejamento é quase nula e só é identificável com uma dose notável de boa vontade. Mas, como o objetivo do PAC 2 é muito mais eleitoral do que econômico, seus autores podem recheá-lo de acordo com seu arbítrio e sua imaginação. Se a mistificação colar, ótimo para eles. Uma parte do eleitorado será vulnerável, com certeza, a essa conversa. O governo poderá, se quiser, invocar o nome de Juscelino Kubitschek para valorizar seu pacote de promessas. Quantas pessoas, hoje, têm alguma ideia, mesmo vaga, das características do Plano de Metas? Ou de qualquer outro plano produzido, neste país, com alguma competência técnica?

"O PAC", segundo o material divulgado na segunda-feira em Brasília, "é o maior projeto estratégico já feito no Brasil e está mudando o jeito de planejar e executar os investimentos." Há nisso alguma verdade: investimentos nunca foram tão mal planejados e executados, como provam os baixos números de realização do primeiro PAC. Como 54% dos projetos do PAC 1 continuavam no papel em dezembro, o novo programa é formado, em boa parte, de promessas formuladas e não cumpridas nos últimos anos. Também de acordo com esse material, o PAC "ajudou o País a enfrentar a crise internacional de 2008/2009". E mais: "Enquanto outros países tiveram de mobilizar investimentos públicos para gerar empregos, o Brasil já estava com as obras planejadas e em andamento."

Mas também essa história está muito mal contada. Dos R$ 103,7 bilhões investidos pelo setor público federal, em 2009, 68,9% foram aplicados pelas estatais. O Grupo Petrobrás forneceu 87% dessa fatia. Sem essa parcela, pouco sobraria do PAC e dos investimentos antirrecessão. Mas quem se importa, no governo, com detalhes desse tipo? Dos R$ 32,2 bilhões investidos com recursos do Tesouro, no ano passado, boa parte correspondeu, como tem sido normal, a restos a pagar, dinheiro empenhado mas não desembolsado em exercícios anteriores. Se houve alguma ação anticrise, no Brasil, foi principalmente a expansão dos gastos de custeio, mas isso não teve nenhuma relação com estratégia macroeconômica.

Fonte:
O Estado de São Paulo
Jornalista: Rolf Kuntz